segunda-feira, 11 de novembro de 2013

DEZ ESSETE...

Nesses 17 anos eu já perdi a conta...

- de quantas vezes eu disse que te amo e que você é a pessoa mais importante pra mim;

- de quantas vezes me lembrei de como foi o dia anterior ao seu nascimento, o show do FICO que eu fui e dancei pra caramba e depois, todo processo de trabalho de parto;

- de quantas vezes eu me programei pra passar pra DVD as fitas onde gravamos seu primeiro banho (onde se esguelou de tanto chorar) e seus primeiros passos;

- de quantas vezes te abracei forte até quase te esmagar, inclusive quando está de bico me querendo bem longe;

- de quantas vezes já me emocionei te escrevendo declarações de amor;


- de quantas vezes já senti raiva por você deixar seu celular desligado e me deixar extremamente preocupada ou por combinar horário comigo e não cumprir;

- de quantas vezes me emocionei nas suas apresentações musicais e teatrais na escola;

- de quantas vezes passei raiva pelas notas baixas ou a cada vez que a coordenadora da escola me liga pra dizer que aprontou alguma;

- de quantas vezes me orgulhei da sua capacidade de enxergar que, quando você quer, você consegue;

- de quantas vezes me orgulhei pelo fato de você ser de bem com a vida, de não se opor à ir a um lugar que não conhece ninguém (e assim acabar fazendo novos amigos), de fazer amizade até com a parede;

- de quanto orgulho eu sinto quando ouço da sua boca que você se sente a vontade para conversar sobre os mais diversos assuntos comigo;

- de quantas vezes acho graça de ver você brincando com seu primo de "lutinha" e lembrar de como seu tio fazia com você;

- de quantas vezes eu me orgulho quando você me abraça pra me proteger na rua ou no shopping;

- de quantas risadas damos no nosso dia a dia;

detalhe da cara de animação pra tirar foto...
- de quantas vezes me lembro com orgulho dos nossos bate papos recentes, você tão quase adulto. Saber dos seus sonhos, dos seus planos, das suas curiosidades, convicções, ver o quão determinado é, enchem o meu coração de alegria e me faz perguntar-me: - essa pessoa maravilhosa saiu de mim?? Sorrio por dentro, porque a resposta é sim!

Além de que você, com essa vivacidade toda, me faz lembrar desta época tão gostosa que foi a minha adolescência. Tão bom recordar. E, mesmo não recomendando (muito pelo contrário!! Camisinha nele!! Como dizia uma antiga chefe: - encapa o bicho!!rs), percebo que eu fui mãe na melhor hora. Tenho pique suficiente pra entender e curtir tudo isso com você.

E esse jeito tão seu me faz enxergar tanto eu...seu mau humor matinal, sua cabeça dura, a facilidade em matérias de humanas e colocar pensamentos no papel, rir das próprias desgraças, a facilidade de fazer amigos, o sorriso fácil....Filho, amigos e sorrisos abrem fronteiras...até nos momentos difíceis, não os perca jamais.
__________________________

Sabe, me pego pensando, talvez eu seria mais uma a engrossar a porcentagem das mulheres que dizem não à maternidade. Mas Deus, que sabe de todas as coisas, tinha um plano maior pra minha vida. Ele me mandou você porque achou que eu merecia passar por todo esse turbilhão de emoções (e que eu aguentaria o tranco), que eu deveria entender o que significa esse tal "amor incondicional". E não tem um dia que eu não agradeça esse presente em forma de susto, susto esse saudavelmente lindo, em forma de vida.

Sou bem mais feliz porque você está aqui.

Que bom!

Obrigada! 




quinta-feira, 3 de outubro de 2013

B - I - C - I - C - L - E - T - A ... Sou sua amiga BICICLETA!

Mamãe sempre conta uma história das minhas primeiras pedaladas...
Estávamos em Peruíbe....a descida da garagem era convidativa e, todos os alunos dos pedais (tios, sobrinhos e filhos) partiam de lá pra pegar impulso...à frente uma rua de paralelepípedos e muita areia.
Dizem que pra descer todo santo ajuda mas já no plano, e de bicicleta, creio que isto não funcione.
 

GRITOS!
Dito e feito. 
Tomei O capote.

Mamãe diz que não sabia por onde me pegar pois eu tinha areia e sangue do nariz ao dedão do pé. Ela me colocou no tanque pra tirar a sugeira e ver por onde começaria a pincelar a famosa dupla: merthiolate e mercúrio. Ela achava que eu nunca mais subiria em uma bicicleta. Mas dias depois, ela só teve mais certeza de quão teimosa e determinada eu era. Cheia de curativos lá estava eu na minha bicicleta.


A cada férias na praia contávamos quantos tampões eu arrancava dos meus dedões dos pés, afinal, pra que breque se temos os pés??
A bicicleta era nosso meio de transporte de uma rua à outra e, atravessar SOZINHA a avenida para o lado da praia, era um ENORME objetivo a ser conquistado. Coisas de criança....

Depois, na adolescência, eu tive uma bike cinza e rosa e algumas vezes cheguei à ir pra escola com ela. Tadinha, a magrela ficou abandonada, assim como tantas coisas, durante aquele período.


Em algum domingo de julho fui conhecer a tão famosa Ciclofaixa. Fizemos um bate e volta na Av Paulista e....apaixonei! Tanto, que não parei mais. Se eu não posso andar no domingo, pego minha bike no sábado, vou até o Ibirapuera pedalando e, entre mãos no guidão e mãos ao alto (peripécia herdada dos tempos de menina que dão uma sensação de liberdade/molecagem sem tamanho) lá vou eu. Se não tenho companhia, se chove, se faz frio? Lá estaremos eu, meus protetores e meus fones.


Do que mais gosto? Da sensação de liberdade, do vento no rosto, de ver SP de outra perspectiva. De conhecer lugares novos a cada final de semana. De ver gente feliz, porque até agora não vi ninguém andando emburrado, a não ser algumas crianças chorando depois do tombo e apavoradas em conseguir equilíbrio novamente. De resto, é só alegria.

Meu lugar preferido é o Centro de SP. Eu já gostava de lá, de bike, então....AMO! O minhocão é o lugar mais fantástico pra ir no domingo. Ele fica fechado pra carro, então, se eu aguentar e nenhum buraco na pista me desestabilizar, é possível fazer o trajeto inteiro com as mãos aos céus.


Contabilizei os kilometros andados e até agora foram poucos mais de 200....poxa, pra quem só andava nas férias, to me achando Lance Armstrong (SEM substâncias proibidas) de SP.

Não tenho metas pra esse passatempo/atividade física, mas fazer uma viagem pedalando não seria nada mal.


Se você é daqueles que fica no trânsito de domingo sentindo raiva daquela ciclofaixa "inútil",
um beijo bem feliz (e de pernas ((quase)) fortes) pra você!!!



sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Friday I'm in LOVE!

Um dos clipes mais sensuais de todos os tempos (não precisa de ninguém pelado ou descendo até o chão) e uma das músicas que mais me dá vontade de sair dançando. Deve ser porque amo e respeito tanto a minha LIBERDADE!!! Seja LIVRE você também!!


quinta-feira, 25 de julho de 2013

"Mas isto não impede que eu repita: É bonita, é bonita e é bonita!!!"

Num geral, sim, mas quentinho é beeeem melhor!!!
 
Muuuuito (infinitamente) mais minhas risadas!!!

A gente veio aqui pra beber ou pra conversar???


O melhor e mais gostoso, por favor!!!

Amor incondicional às (nada) pequenas coisas...

Viver dançando é 'bem mais melhor super' legal!!

Onde, como, quando? Pouco importa!


Os incomodados que fujam!

Pra mim, pra você, pra nós!!!

Tudo (e muito mais) daqui, ó!

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Só no sapatinho...

Feriadão delicioso, tudo de bom, então, voltemos à labuta com alegria e.....SAMBA!!


Porque viver é bom demais e viver sorrindo é melhor ainda!!!
 
:o)

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Eu não aceito! #protestomaterno


Eu não aceito que meu filho viva em um país rico, porém pobre;

Eu não aceito que meu filho viva em um país que tenha recursos mil e ainda assim viva na porcaria;

Eu não aceito que meu filho pague impostos demais e tenha direitos de menos;

Eu não aceito que meu filho não possa escolher estudar em uma escola pública por falta de qualidade;

Eu não aceito que meu filho tenha professores com salários ridículos e sem segurança para poder trabalhar;


Eu não aceito que meu filho viva em um país que não tem o menor interesse em ter educação de qualidade (sim, porque eles NÃO NOS QUEREM EDUCADOS);

Eu não aceito que meu filho não possa depender da saúde pública;

Eu não aceito que ele veja na TV pessoas morrendo nas filas de hospitais sem atendimento;

Eu não aceito que meu filho veja pessoas corruptas embolsarem o suado dinheiro que ele investe no país;


Eu não aceito que meu filho seja obrigado a esperar 30, 40 minutos até conseguir entrar em um vagão de metrô;

Eu não aceito que meu filho não se sinta seguro a andar pelas ruas da cidade;

Eu não aceito que meu filho não possa ser protegido por uma polícia digna e bem remunerada;


Eu não aceito que meu filho seja descontado de absurda quantia de seu salário sem ter retorno algum;

Eu não aceito que meu filho tenha respaldo de um sindicato bandido de trabalhadores;



Eu não aceito que meu filho receba ligações ameaçadoras e se sinta acuado a  pagar propina a Fiscais da Receita e afins;

Eu não aceito que meu filho não tenha em quem votar pelo fato de que ninguém que se candidate seja honesto;

Eu não aceito que meu filho veja um bandido ter roubado, ser condenado e ainda assim continuar no poder;

Eu não aceito que meu filho veja mulheres fruta, sem conteúdo algum, se candidatando a vagas políticas;


Eu não aceito que meu filho veja horário político como show de comédia;

Eu não aceito que meu filho veja pessoas sem o mínimo de estudo ou com a ficha suja se candidatando para defender o país;

Eu não aceito que meu filho veja um país cabide de empregos criados sob medida para família e amigos de político;

Eu não aceito que meu filho veja projetos na fila para serem aprovados que defendam "O dia do presidiário" e outras aberrações;

Eu não aceito que meu filho veja bandidos serem soltos porque a justiça é praticamente inexistente;

Eu não aceito que meu filho veja o "Impostômetro" bater recordes e recordes e tenha que aceitar com passividade o fato de não ver a cor desse dinheiro, investido no país;


Eu não aceito que meu filho veja pessoas passando fome nas ruas enquanto políticos gastam milhões em viagens;

Eu não aceito que meu filho veja pessoas sem ter casa pra morar enquanto os políticos ganham vale gravata e carro novo sem necessidade;

Eu não aceito que meu filho seja descontado por um tal de FGTS e corra o risco de não ter a sua tão merecida aposentadoria garantida;

Eu não aceito que o MEU filho passe por tudo isso! Nem o SEU e nem o de ninguém!

Só queremos o que é nosso (e deles) por direito, nada mais!


E é por essas e por outras razões que estou aqui nesta blogagem coletiva, #protestomaterno. 

Porque nós, mães responsáveis, preocupadas (e blogueiras), não aceitamos.

Não pretendemos e não podemos nos calar.

Não é justo que uma nação inteira sofra enquanto alguns esbanjam montes e montes de dinheiro (nosso!!) por aí. Muito diferente daquela pessoa que enriquece pelo suor do trabalho, bem diferente!

Éramos pra ser um país (quase) perfeito. Temos riquezas naturais, clima propício pra plantarmos exatamente tudo, temos mão de obra abundante e muita gente disposta a colocar a mão na massa.

Mas nos falta(va) o principal: SERIEDADE.

Precisamos mudar, precisamos aceitar a mudança por nós e, principalmente, pelos nossos filhos.

Por isso que, quando meu filho de 16 anos pediu para ir com um grupo de amigos  da escola às manifestações dos dias 17 e 18, cedi (claro, desde que me enviasse mensagem de tempos em tepos pra dizer se tudo estava ok). Ele voltou feliz, empolgado, rouco, sentindo-se parte de um país que necessita, que pede por URGENTE por mudanças. Eu gostaria de ter podido estar lá também!

O que temos visto nas últimas semanas não me lembro de ter visto jamais. A cada post, vídeo, texto, sinto um arrepio de esperança, algo bom e único. Creio que nem nós e nem o nosso país será o mesmo depois de vermos com os nossos olhos o que um povo é capaz de fazer, de mover. Que quando realmente queremos, somos capazes de mudar. Temos voz.

Com toda essa movimentação aparece, inclusive, mais uma de nossas responsabilidades como pais, a de ensinar os nossos filhos a estudar e entender (pelo menos o mínimo) de política, ensiná-lo a escolher um candidato empenhado e de passado limpo, a cobrá-lo após eleito, e, principalmente, jamais se acomodar com as situações impostas e que ele não concorde. Bundão no sofá nunca mais!

Eu quero transparência. Eu quero comprometimento. Eu quero o que é meu por direito.

Por mim, pelo meu filho e por esta nação alegre, feliz e merecedora de um Brasil com Be maiúsculo, 


EU NÃO ACEITO!




#VerásQueUmFilhoTeuNãoFogeàLuta

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Uma Bomba Relógio chamada Brasil.

Não, eu não ando de transporte coletivo.

Meu filho, sim, e grande (se não a maior) parte da população também.

Graças a Deus eu também não dependo de saúde e educação pública.

Quer dizer que porque EU (e o MEU umbigo, meu, eu, eu, meu) não preciso destas coisas eu tenho que concordar com os absurdos/abusos deste país?

Será que ninguém vê que o buraco é BEM mais em baixo?

Será que ninguém vê que estamos com uma bomba relógio nas mãos?

O povo está cansado de ser chamado de palhaço.


Realmente o brasileiro é um povo pacato mas paciência (sempre) tem limite.

Nesta "guerra" especificamente andam juntos (porém não com a mesma linha de raciocínio, óbvio) manifestantes reais e baderneiros que nem sabem o porque estão lá. Os manifestantes porque entendem a causa a ser lutada e defendida, enquanto os baderneiros são resultado da péssima qualidade na educação de nosso país (e educação dentro de casa também, claro!).

O sistema está sofrendo com o que ele mesmo criou.


Estamos acostumados a ver nos noticiários absurdos como a impunidade, a falta de investimento na saúde pública, na educação, por outro lado o impostômetro mostra valores crescentes que batem recordes dia após dia, políticos corruptos enchendo os bolsos com um dinheiro que seria suficiente pra resolver, se não todos, grande parte dos problemas acima citados. E tudo e todos acabam impunes.

Vocês querem que a gente fique com nariz de palhaço, sentado no sofá vendo a rede globo, até quando?

Se você é do tipo que reclama do trânsito causado pelos protestos, ou generaliza dizendo que todos são vagabundos, ou que porque eu tenho carro não posso me revoltar também, vista o seu nariz vermelho, eu não.

Ainda estou pensando em uma maneira de demonstrar toda a minha revolta. Sim, porque eu também não aguento mais. Por outro lado, como assalariada que sou, não posso me deslocar para os locais de manifestação, mesmo acreditando que lá tem muita gente bem intencionada e preocupada com o futuro desta nação.

Eu, Flávia, 37 anos, mãe, casada, secretária executiva, me preocupo com o futuro que este país tem a oferecer para meu filho, mas me preocupo muito mais com a possibilidade de que meu filho possa vir a ser mais um bundão resmunguento, de nariz vermelho, sentado no sofá!


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Seu filho tem pavio curto??


Semana passada...
Um email meu, preocupado, para o filho. Afinal é tanto amor que chega até a doer só de imaginar uma situação como essa.
______________________________________________________________________________
Filho,

no meu tempo de adolescente não tinha desses absurdos. Era mais fácil passear, se divertir.

Hoje em dia, infelizmente, qualquer discussão banal acaba em trajédia e famílias destruídas por conta de alguém morto, ou preso.

Por isso, filho que tanto amo, as vezes vale mais a pena ficar calado à querer ter razão e provocar uma briga que, caso seja com pessoas do mal, acaba nisso.

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2013/06/delegado-suspeita-que-briga-em-balada-motivou-morte-em-lanchonete.html

Que Deus nos abençoe e proteja.

E que você seja porta voz desse grande perigo aos seus amigos e conhecidos. Sim, eles precisam saber, todos precisam se cuidar.

Te amo.

Mamãe

_______________________________________________________________________________

Não vejo Gabriel esquentado. Claro, tem coisas da idade, brigas na escola, mas não acredito que ele ficaria nervoso ao ponto de brigar com alguém na balada.

E o seu filho, ele tem comportamento impulsivo?
Como você acha que deve tratar disso levando em consideração o mundo violento onde nos encontramos?

Eu particularmente optaria pela terapia e muita, mas muita conversa, afinal, esta é a nossa dura realidade.


Que Deus proteja sempre nossos pequenos!!

quarta-feira, 5 de junho de 2013

(Nem tão) Pequenas coisas que mães de meninos devem ensinar a seus filhos.

Você quer ser lembrada com carinho pela sua futura nora??

Então ensine seu filho a tratar bem as mulheres!

Vou listar algumas coisinhas de que me lembro já ter conversado com meu filho e acredito serem muito importantes:

- A comida que ela fez está boa, ela está bonita??? ELOGIE!;


- Ensine-o a cozinhar (pelo menos o básico), a limpar, a organizar, a dividir tarefas;

- Ensine-o a deixá-la passar primeiro pela porta, a segurar a porta para que ela entre/saia, a andar sempre do lado da rua, ensine-o a protegê-la;

- Ensine-o sobre a importância do carinho, do reconhecimento;

- Ensine-o a refletir sobre sentimentos (de si próprio e do próximo) e atitudes, seu filho não será mais ou menos homem por isso;

- E principalmente que, EM HIPÓTESE ALGUMA, ele tem o direito de levantar a mão para uma mulher, muito menos tocá-la com brutalidade, se é que me entendem.



Não ache que, por serem coisas básicas, ele vai aprender com a vida. É mais uma das suas obrigações como mãe (e mulher) ensinar e repetir quantas vezes achar necessário.


As mulheres e o mundo agradecem!!

quarta-feira, 29 de maio de 2013

(Somente) Sonhos não colocam comida no prato. Dinheiro, sim!!


Postado em maio 6, 2013 - by Marcelo Vitorino


­­­— João, você não está pensando em passar o domingo todo com a bunda grudada nesse sofá, não é?

Para a infelicidade da esposa, diferentemente dos outros domingos, dessa vez a resposta foi um sonoro “não”. Teria sido ótimo se essa mudança tivesse se encadeado por outros motivos, mas para aquele dia João tinha planos.

Ainda sentado em sua confortável poltrona de couro vermelho — a única peça destoante do restante da decoração, visto que fora um presente de sua mãe — João explicou o que estaria por vir.

— Amor… Eu estava pensando…

— Sério? E você pensa agora? Só falta levantar e ir trabalhar então!

— Pare com isso, Maria! Você sabe muito bem que estou procurando emprego, mas o mercado está difícil, cada vez mais é necessário ter pós-graduação e sequer formado eu sou!

— Outra desculpa, João? Você não se envergonha?

— Vergonha? Vergonha de quê? De seguir meus ideais e não me sujeitar a qualquer um desses empregos burocráticos? De jeito nenhum. Eu sou um artista! Não sou um qualquer!

— Artista? Faça-me o favor… Quando nos conhecemos você trabalhava em um pedágio! Eu achava pouco, mas só achava. Não sabia que logo em seguida você se reduziria a isso.

— “Isso”? Você sabe que aquele trabalho só servia para pagar meus estudos…

— Sim! “Isso”! Aliás, me expressei mal. O correto seria “só isso”…

O casal já não se entendia há algum tempo, era fato, mas nas últimas semanas a relação parecia que iria terminar em alguma delegacia. Não fosse o jeito pacato do marido uma discussão carregada de ofensas poderia terminar muito mal.

A verdade é que Maria cansou. No início apoiou o espírito de Don Quixote que parecia ter baixado em João, mas depois o ócio dele provocou uma sequência de desentendimentos e com eles o desprezo.

João parecia não se importar ou não entender o que estava acontecendo a sua volta. A cada dia que passava vivendo em seu mundo particular, parte daquele casamento desmoronava. Sua alma de “artista” não podia simplesmente se vender para o mundo capitalista, como ele gostava de falar.

Seu talento como desenhista era mesmo impressionante, tanto que, desde sua adolescência diversas agências de publicidade tentaram contratá-lo para trabalhar. João sequer ouvia as propostas. Preferia ver a morte chegar mais cedo do que ver um trabalho seu estampado em alguma mentira publicitária feita para gerar dinheiro.

Ele queria trabalhar com publicações em revistas especializadas, fazer uma exposição, viajar o mundo dando aulas. Porém, suas escolhas o afastaram de seus sonhos.

A falta de visão comercial fez com que não conseguisse ter uma boa exposição de seus trabalhos, o que, consequentemente, impossibilitou que o restante das coisas acontecesse.

Com o passar dos anos, contabilizando os seguidos insucessos, entendeu que deveria se dedicar a desenhar a novela perfeita. Construiu um enredo, montou os personagens e uma linha principal. Nenhuma editora se interessou.

João se deprimiu e, amargurado, começou a beber. Engordou. Sentia-se um inútil. Pensou em suicídio, mas a falta de coragem o impediu de fazer essa bobagem.

Nos primeiros anos Maria o amparou. Passou a trabalhar em dois períodos para sustentar a casa sozinha. Na maior parte dos finais de semana se dedicava a cuidar das tarefas domésticas. Tudo para que João corresse atrás de seu sonho.

Um acontecimento em particular reduziu a boa vontade que Maria tinha com João. Certa vez um conhecido do marido foi jantar em sua casa.

Leonardo era amigo de João desde a época de colégio. Durante a adolescência era o mais próximo, não se desgrudavam. A relação ficou mais distante quando Leonardo enveredou para a publicidade, mas o respeito continuou. Ficou sabendo das dificuldades em que o colega se encontrava e foi oferecer ajuda.

Alegremente, passaram o jantar todo relembrando seus tempos de juventude. Foi durante a sobremesa que o tom mudou.

— João, quero que saiba que vim como amigo. Sei que está passando por um momento complicado e quero te ajudar.

Maria percebeu que sua presença poderia ser um problema, arrumou uma desculpa e foi para a cozinha.

Foi de lá mesmo que ouviu a porta da sala bater. Assustada, voltou correndo para ver o que tinha acontecido.

— O que aconteceu, João?

— Nada! Nada!

— Imagina… Saio daqui com vocês dois rindo e se dando bem, volto e te encontro sozinho. O que foi que ele falou?

— Me propôs um emprego. Só isso. É um esnobe… Disse que eu poderia fazer as ilustrações da agência dele se topasse receber oito mil por mês. Quem ele pensa que é para botar preço na minha arte?

Oito mil por mês era dinheiro para ninguém botar defeito. Ninguém, menos João. Daria para colocar todas as contas da casa em dia e Maria poderia desafogar um pouco, contratar uma empregada.

Dali em diante, a qualidade da relação se jogou do penhasco. Aquele “só isso”, apenas ilustrou o fim. Fim que João até hoje não entendeu.

terça-feira, 7 de maio de 2013

terça-feira, 16 de abril de 2013

O vazio em cada "Like"

O vazio em cada ‘Like’

 
No Facebook e no Instagram acompanhamos o registro de vários acontecimentos na vida dos nossos contatos: festas incríveis, livros de cabeceira ‘cabeçudos’, drinks e jantares elaborados, janelas de avião, céu azul na praia, piqueniques, risadas. No Foursquare também estão registradas as passagens por alguma galeria de arte incrível, aeroportos internacionais ou festas VIP. Por que tudo isso?
As mídias sociais criaram uma silenciosa e acirrada disputa entre as pessoas para mostrar quem aparenta ter a vida mais bacana. Pensamos que estamos felizes com o que temos até nos depararmos com um update na rede social que sussurra o contrário: você poderia ser mais interessante. Não para você, claro, mas para os outros. De que adianta ser feliz sem platéia? Compartilhar um ideal de vida é a cauda de pavão virtual – e nem sempre corresponde à realidade.



Tudo isso reflete traços profundos emocionais e psicológicos em cada um de nós, interferindo na nossa auto-imagem, auto-estima e também na forma como nos relacionamos. Quando compartilhamos uma foto, um link ou um pensamento nas redes sociais, apresentamos fragmentos daquilo que desejamos que nos defina. Dessa forma, existe a necessidade de aceitação.
Um estudo australiano afirmou que o Facebook alimenta a necessidade de auto-promoção de usuários com característica mais narcisista e extrovertida. Ao mesmo tempo, são os solitários que gastam mais tempo na rede social, como uma forma de interagirem com o mundo. Receber um comentário em um post estimula a auto-estima e também pode aliviar uma solidão. As pessoas esperam ler o quanto ficaram bonitas na nova foto do perfil, como é lindo o lugar em que passaram as férias, ou como elas possuem bom gosto musical.
Porém, na era do imediatismo provido pela mobilidade, cria-se uma angústia e ansiedade por feedbacks – estes que vem em forma de ‘likes’ e comentários. Muito mais que um narcisismo, é a carência e a necessidade de pertencimento. Números que vão crescendo. Refresh. Mais likes. A quantidade torna-se maior que a qualidade, como pequenas manifestações de interesse que tentam preencher algum vazio. Tudo é quantificável.


Pensando em todos estes números angustiantes, o estudante de Novas Mídias da Universidade de Illinois, Benjamin Grosser, desenvolveu o Facebook Demetricator: uma ferramenta que remove os números do seu Facebook. Ao invés de mencionar a quantidade de ‘Likes’, como “7 pessoas curtiram isso”, a ferramenta substitui por “pessoas curtiram isso”. E também não mostra mais quantos amigos a pessoa tem, ela simplesmente tem amigos.
Mais do que canais e aplicativos, as mídias sociais são responsáveis por um novo comportamento social. As emoções humanas foram afetadas muito além do que se imaginaria. Hoje lidamos com quatro grandes esferas emocionais: a exaltação do ego, a necessidade de auto-afirmação, a sensação de pertencimento e a sensação de obrigação. Com isso, vários sentimentos são desenvolvidos de maneira única e desproporcional: frustração, orgulho, inveja, raiva, arrogância, ansiedade, alegria, curiosidade, etc.



Neste domingo teve o encerramento do Mesa & Cadeira 8, cujo líder era o artista holandês Rafael Rozendaal. O propósito era investigar os conceitos de tempo e espaço na internet. Como resultado, foram criados três sites conceituais que traduzem muito do que falei aqui:
iwannabealone.com é uma rede anti-social: ironicamente, um site para ser acessado quando desejar ficar completamente sozinho. Claro, vale também tirar os olhos da tela por alguns minutos e caminhar.
inthewailtingline.com é um site que subverte o imediatismo e onipresença da nossa era, com conteúdos online que podem ser acessados por diversas pessoas ao mesmo tempo. Na página, você é obrigado a entrar em uma fila e esperar pacientemente pela sua vez para acessar o conteúdo.
Por fim, o feelthejoyofmissingout.com questiona nossa culpa e obrigação em sempre fazer algo “útil”.
É duro admitir, mas não é difícil nos enxergar nestes papéis. Eu mesma assumo que estarei aqui, aguardando ansiosamente cada ‘curtida’ e comentário deste post.

Texto retirado daqui, ó!!

sábado, 13 de abril de 2013

Come Come....

Uma vez, num aniversário de uma amiga, um amigo dela fez um vídeo da festa. Pra zoar comigo ele colocou uma música que só dizia: Come, come isso, come aquilo, come não sei lá o que....e, claro, imagens e mais imagens minhas, comendo!!
Ficou hilário, muito bom mesmo.

E hoje, quando fui selecionar as fotos do meu celular pra colocar aqui, cheguei a conclusão que 90% eram de comida. Isso porque a maioria não tiro fome foto. Constatação: eu como pra caramba!!

Deus me ajude que eu nunca precise de dieta, me abster disso ou daquilo por conta da saúde.

EU AMO COMER!!
 

 
Obrigada Senhor por eu poder comer o que tenho vontade!!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

BocadinhoS daS SemanaS!!

Correria mega master blaster...
Tudo junto e misturado and....GO!


Desfile...Carnaval...


Indaiatuba...Skye Bar...japa...aula de dança...foto com o Paulinho...rs


Aniversário, ok, já tô quase fazendo 38...rsrs


Muito a agradecer: Obrigada Senhor!!!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Famílias com Sêlo de Qualidade

Uma vez vi a entrevista dele, se não me enganom no Amauri Jr e fiquei fascinada com suas colocações sobre diversos assuntos (relacionamento, jovens, política...), bom senso e respostas devidamente bem colocadas.

E aí vem este texto que prontamente concordei em gênero, número e grau!!!

Virei fã!

__________________________________________________________________


Família não começa de uma hora para outra, família é fabrica de gente. Você quer mais responsabilidade do que fabricar pessoas?

Para uma empresa receber um selo de qualidade todo o processo é analisado. Se você estivesse que pensar na estrutura familiar que você tem, e lhe dessem a autoridade de colocar um selo em cada pessoa, qual seria o selo que você colocaria? Qual selo de qualidade você colocaria na sua família?

Produzir gente dá trabalho, não é fácil, produzir geladeira é melhor. Na hora que você esbarra em que você tem que dar qualidade a um filho, a um matrimônio, a uma família, não é fácil. Ninguém pode esperar um bom resultado se não fez um bom processo naquela hora. Ser família é um processo artesanal.

Casamento, é processo de desdobramento, eu conheço um pouco mais de você a cada dia, selo de qualidade. Colocou um filho no mundo, não pode brincar de ser família.

A ação evangelizadora, principalmente de nós padres, tem muito acesso aos erros que cometemos, as vezes eu no confessionário, eu fico assustado com o que os jovens me contam, o que identifico, é que o caráter está mole feito gelatina, o processo de produção não foi bem feito.

Se não está dando certo do jeito que estou tratando meu filho, preciso tratar de outro jeito, é a vida com Deus que vai nos ajudando a aceitar o caminho certo.

Se você não olha para sua cria de maneira certa, você perde ela para o traficante. Ele está por ai, ele busca matéria prima do outro. Ele não vicia o filho dele, mas do outro. E é ai que você tem que olhar para mais urgente e primeira necessidade, é meu filho. Se eu negligenciar o meu papel de pai, de mãe, outro vem fazer. O filho que você colocou no mundo, você quer que se torne matéria ruim? O que entra na sua televisão, quais são os jogos que eles se divertem? O que você está fazendo pra que seu filho não seja um presa fácil, para os que estão de plantão nas portas de nossas casas?

Cada pessoa é um empresa, se não ficamos de olho, ela pode falir.

Ser pai, ser filhos, ser irmãos é colocar o selo de qualidade todos os dias. Hoje eu quero ser o melhor pai, a melhor mãe, mesmo que eu trabalhe muito. Pai e mãe que não olha os filhos nos olhos corre o risco de não reconhecê-lo mais. Um encontro de verdade é o que possibilita de estarmos inteiros.

Dar a luz é processo que não termina. O bebê saiu do seu ventre e a partir que ele sai do seu ventre, você tem que lutar para que esse processo de luz não termine, pai tem que dar a luz todos os dias. Ninguém mandou você ter filho, ninguém mandou você abrir essa empresa. Alguém lhe obrigou a ter filiais? A mulher é matriz e os filhos, filiais. Ninguém mandou abrir empresa, as sagradas escrituras mandou ficar solteiro, São Paulo dizia: "se já se casou tudo bem, mas se não casou pense bem".
 

Se você já teve, fique atento, administre bem essas crias. Na preguiça ninguém será um bom pai, uma boa mãe, precisa ter autoridade, Chega de empresa falida, nós que cremos no Cristo ressuscitado, não temos outro coisa a não ser a vitória.

Precisamos sair daqui amanhã, cheio de vontade de aprimorar nossos processos. Não podemos vacilar um minuto sequer, é por isso que a família precisa ser nosso principal investimento. Se seu filho for roubado pelas drogas, por todas as estruturas diabólicas, não tem cheque que você possa fazer, que restitua o que você humanamente perdeu. Se a gente descuida é bem provável que o inimigo esteja comendo os pés dos seus filhos e eles não consigam ficar de pé.

O álcool socializado é risco para as famílias, é um problema na nossa sociedade, padre que não prega contra isto, está pecando.

Por mais que a vida tenha modernizado, não podemos esquecer que o amor é artesanal, e a família não é produção em série, é amor todo dia. Quando você sabe que esse filho precisa ter selo de qualidade, o mesmo cuidado físico, é o cuidado da alma. Amar nunca estressa, o que estressa é quando a gente começa a colocar na vida o que não precisa ser colocado.

Se você não se empenha, não começa a colocar ordem, no dia que você quiser colocar, ele não vai aceitar.

Qual é o selo que estamos colocando na porta de nossa casa?

(Padre Fábio de Mello)

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Simplesmente Feliz!

Hoje o meu menino iniciou o


Ele já não é mais criança faz tempo, mas hoje, pra mim, ele cresceu ainda mais.

Acho que eu sinto isso porque é a primeira época que tenho clara em mente, me lembro de muitos momentos.
O fato é de que ele já é quase um adulto, já pode (e faz questão) até votar.

Se a nossa diferença de idade de 20 anos sempre foi pequena, hoje ela é ainda menor.

Maior? Só a preocupação e a responsabilidade, a minha e a dele!

Me sinto feliz. Feliz porque ele optou por um colegial técnico. Eu realmente acho que isso vai ajudá-lo agora e sempre. Eu gostaria de ter tido essa luz lá atrás, queria mesmo.

Estou feliz porque estou confiante no novo colégio dele. A proposta e as oportunidades são enormes. Espero que ele aproveite uma a uma e faça jus aos inúmeros centavos gastos vindos de muita abdicação e suor.

Estou feliz porque converso, sempre conversei, muito com ele. Tento de todas as maneiras mostrar como as decisões e posições de hoje, estão diretamente ligadas com o seu futuro e não é nenhum pouquinho fácil falar de futuro, de 5, 10 anos a frente. Ele é moleque de tudo, pensa e age, como muitos adolescentes, como se não houvesse amanhã. Mas nós, já crescidos, sabemos que não é bem assim. E eu, como mãe, tenho a obrigação de falar 1, 2, 3 vezes, aguentando a cara (muito) feia dele ou não. Sim, é difícil pra caramba, muitas vezes beira o impossível e eu? Tô nem aí. Esquece o bico do menino, pede pra ele olhar no seu olho, e repete e repete!!

Inclusive eu já falei pra ele se preparar que esse ano vai ser estressante, eu sei. Parece que vejo o futuro: uma vez por semana, no mínimo, vou ter que lembrá-lo que ele está na escola pra estudar; que a proposta dele ter ido pra aquela escola foi outra; que o nosso combinado foi o comprometimento da parte dele e da minha, um gasto maior. Sim, ele sabe exatamente quanto estou pagando pela mensalidade daquela escola e sabe também que não será fácil pra mim. E sabe ainda, porque sempre deixei bem claro, que estou investindo no futuro dele e pra ele. Já enumerei as possíveis oportunidades e as portas que podem, E SERÃO abertas. Sempre, pensando no melhor.

E sempre deixei muito claro que, hoje ele pode não entender do porque das coisas, das chatices, das caretisses, dos estresses, das cobranças, mas um dia, ele vai entender e melhor, agradecer por tudo. E só por isso basta.

Obrigada Senhor por me tornar consciente da minha responsabilidade como mãe. Obrigada pelo meu emprego que me proporciona fazer tudo isso pelo meu filho. Sei que não sou perfeita, mas o Senhor tem me ajudado, dia após dia, nesta luta. Por isso e por tudo eu te agradeço:

Obrigada, Senhor, obrigada, de coração. 
Eu Te Amo!



domingo, 3 de fevereiro de 2013

Cores, Colores e Calores...



 
 
E corujinhas porque a mamãe que eu amo, ama!!
 
 

 
 
Tudo lindo, da brasileiríssima aqui ó: Camila Rosa

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Musicalizando os dias, a vida....

Gonzaguinha me lembra as intermináveis viagens de carro com a família. Eu e meu irmão se não dormindo, discutindo quem ficava do lado esquerdo ou direito ou ainda quem tentava roubar centímetros do banco de quem.

Delícia, saudável, vida!!!!

O que é O que é
 
"Viver e não ter a vergonha de ser feliz"
 
e de onde vem o título do meu blog:
 
"A beleza de ser um eterno aprendiz"



Felicidade
 
“Ô oi felicidade
Eu quero andar na vida
Namorando você”
“E é muito importante
Que eu seja feliz.”
 
Maravida
 
"Quero no meu peito repleto
De tudo que possa abraçar
Quero a sede e a fome eternas
De amar, e amar e amar...
Vida, vida, vida."
 
 
Eu apenas queria que você soubesse
“Eu apenas queria que você soubesse
Que esta menina hoje é uma mulher
E que esta mulher é uma menina”
“Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta
Que hoje eu me gosto muito mais
Porque me entendo muito mais também”
“E que a atitude de recomeçar é todo dia toda hora
É se respeitar na sua força e fé
E se olhar bem fundo até o dedão do pé”
“Eu apenas queira que você soubesse
Que essa criança brinca nesta roda
E não teme o corte de novas feridas
Pois tem a saúde que aprendeu com a vida”
 
E tem mais, muitas belas e lindas letras mais....