quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Nova York....1º dia (29jun). "Quando te encontrei, te juro não pensei, que iria me apaixonar..."

Gabriel nunca tinha viajado pro exterior e, até passar pela Polícia Federal, eu estava receosa. Como ele só estaria comigo, teve que ter uma autorização especial do pai. Fiz tudo certo, li e reli 10 vezes, mas mesmo assim só relaxei depois do ok, tenham boa viagem, da PF.


Com um Dramim no estômago o vôo (noturno) foi tranquilo. O marido tomou logo dois comprimidinhos e capotou rápido. Só abriu os olhos (grogue) pra o jantar e depois voltou a dormir.

Chegamos em NY bem cedinho, umas 7 e pouco. Ficamos abismados ao ler algumas indicações no aeroporto...EM PORTUGUÊS!! Na imigração não tivemos problemas, nem para pegar nossas malas. Alívio.

A princípio iríamos de táxi para a casa de nosso amigo, no Brooklin. Mas decidimos seguir o nosso lado "sabe tudo" e nos aventurar de cara no metrô (lembre-se, eu tinha mapinhas detalhados!!). O Airtrain é um transporte que passa por todos os portões do aeroporto gigante e tem como ponto final a estação de metrô. Compramos nosso super Metrô Card porém não nos atentamos que havia 2 entradas diferentes, uma que levaria novamente para o Air Train (a mais cara) e a outra de metrô mesmo, e claro que a Lei de Murphy funcionou, Paulo e Gabriel esgotaram os dólares que eu tinha colocado no passe e tive que colocar mais. Só restava rir da situação. Nesta estação, acho que por ficar distante de tudo, o metrô demorou bastante. Já ao entrar no vagão (de um trem bem antigo, diga-se de passagem) visualizamos muitos bonés, tênis, Iphones (<3)...tudo dava a impressão de ser novinho em folha...
Fizemos a primeira baldiação, quer dizer, tentamos 3 vezes fazê-la. Entramos no vagão que achamos ser o correto, mas, na primeira parada, vimos que o trem já havia passado pela estação que era o nosso destino. Descemos na primeira e retornamos. Desce escada, sobe escada. Perguntamos para o jornaleiro que nos esplicou num inglês grego como fazer. Nessa subimos e descemos mais escadas, nós 3 e nossas malas relativamente pesadas, vimos que se tratava do mesmo local, porém como lá, em um mesmo trilho passam diferentes trens, tentamos novamente...nada feito. Retornamos à nossa primeira estação. Perguntamos para novas pessoas, desta vez para 2, que nos indicaram O MESMO local das outras 2 vezes até que enfim uma luz apareceu e pensamos que, ao invés de as luzes das estações passadas acenderem, como aqui, elas poderiam apagar. Dito e feito. Passado o estress, demos muitas risadas. Acho que se teve alguém acompanhando nossa saga deve ter dado muita risada, digno de filme de comédia. Nessa altura já suávamos em bicas pois o sol já rachava e no Brasil estava frio.
Chegamos ao nosso destino, ufa. Nosso amigo não estaria lá naquele dia, mas deixou as indicações para falar com seu vizinho e ele abriria a casa. Toca a campainha 1x, 2x, 3x, espera. 1x, 2x, 3x, toca no outro apartamento, espera...Desespero!! Toca mais! Gabriel nessa altura já estava deitado, dormindo na calçada.

Pelo menos as malas explicavam um pouco da situação à quem passasse. Não precisava nem da bandeirinha do Brasil...rs - fui à uma loja de Bagels que ficava ao lado do prédio e pedi gentilmente para usar o wi-fi deles, que dureza. Mandei mensagens pro amigo e nada....(só depois descobri que a configuração do meu celular estava errada, faz parte). E mais nada de novidades. Tic, tac, tic, tac. Voltei pra lojinha no desespero e pedi pro atendente me indicar um hotelzinho nas proximidades, fazer o que. Na nossa última tentativa desesperada, agora do celular do marido, tentamos, da porta do prédio mesmo, usar os dados do wi-fi que nosso amigo tinha nos dado. Suuuucesso! Conseguimos trocar mensagens (VIVA o Facebook!!!! - e só depois soubemos que ele, por sua vez em Buenos Aires pra ver o Coringão na Bombonera, estar online naquele momento, foi sorte mesmo!! Tks Lord!!) e ele nos disse pra tocar a bendita campainha que o querido vizinho estava lá. Sabendo disso tocamos e tocamos e tocamos eis que lá vem um ser sololento, cambaleando, nos abrir a porta. Que alívio, vocês não teem idéia. Entramos no ap e foi o tempo de trocarmos nossas roupas e tomar um gole d'água pra sair de novo.

Foi dada a largada para a maratona de NY.

Metrosão, desta vez sem malas e sem erros, descemos na Brooklin Bridge Station, bem próximo à Ponte, mas a deixamos pra depois. Partimos pro monumento das Torres Gêmeas, mas antes precisávamos comer.
Por mim comeria num "quiosque" lá na praça mesmo, mas marido ficou temeroso. Passamos a procurar um Mc Donalds, afinal, a gente acha que por ser uma rede americana que aqui vemos tanto, lá vai ter em qualquer esquina. Engano nosso. Já Starbucks, esse sim é que nem água. Fome, muita fome e CALOR. Mais calor do que fome, fato! Paramos no primeiro que encontramos, Burguer King. Me deparei com um poster de um dito "Sundae Bacon " (eca! Por mais que eu AME saberes diferentes, JAMAIS seria capaz de experimentar algo deste tipo!rs) e muita desorganização!
De lá fomos para o monumento feito no lugar das torres gêmeas. No caminho nos deparamos com a famosa loja/outlet Century 21. Entramos, bisoiamos, escolhemos algumas baratices, mas, quando eu vi que já estávamos hipnotizados e gastaríamos muito tempo, tratei de arrancar todos de lá de dentro. Que perdição!!
De novo nos perdemos um pouco. Se não estivéssemos com o tempo contado, não seria problema algum, até se perder valeria a pena! Passamos nos museus do 11/9 e nos Bombeiros que fizeram os primeiros atendimentos da tragédia. Mas não entramos em nenhum deles.
Enfim, chegamos ao monumento "Refletindo as Ausências"  aqui  pode ter mais informações. O lugar é lindo, as "quedas d'águas" onde antes eram os 2 prédios ficam no centro de um parque, a coisa mais linda. Não consegui imaginar os dois edifícios gigantescos, impressionante. Sim, paira uma tristeza no ar. Mas as pessoas aproveitando o calor seja nos chafarizes que saem do chão ou mesmo deitadas no gramado, tornam o ambiente menos pesado. As tantas árvores dão a impressão de que estamos longe de uma cidade tão grande.
Saímos a passos largos e seguimos para a Estátua da Liberdade. O caminho é lindo. E eu firme e forte nos meus mapinhas. Avenidas largas, muitos hotéis chiques ao redor, praças com brinquedos pra criançada e muitas quadras de basquete. A balsa para ver a Estátua sai de dentro de um lindo parque, o Battery Park. Porém a fila estava grande e o tempo (e a paciência) curto. Descançamos um pouco na sombra, vimos a Estátua de longe e voltamos.
Próximo destino: Ponte do Brooklin. Passamos por muitos parques, fontes, gente na rua, limpeza, educação. Que delícia!!!
Começamos o caminho até ponte, que parecia em reforma (muitas coisas por lá estavam em reforma, muitas mesmo) pois tinham muitos tapumes. O sol era escaldante e sombras não haviam, resultado, não conseguimos sequer chegar na entrada. Momento desabafo: O fato de estar com um adolescente enchaqueca e um marido um tanto preguiçoso, cooperaram para que alguns dos passeios não fossem completados. Shit! Geralmente fica 2 contra 1, e esse 1 sou eu. Se eu estivesse com minhas amigas "pau pra toda obra" teríamos chegado lá derretendo, mas chegaríamos. Mesmo de longe a ponte é linda, enorme, magestosa. Na entrada deste caminho tem até bicicleta para alugar. Se o $$ não estivesse tão contadinho seria uma boa pedida.
Seguimos para o Centro Financeiro/Wall Street e queríamos ver (e tirar fotos, claro) o famoso touro. Chegamos na Wall Street, rua estreita de paralelepípedos e bandeiras americanas pra todos os lados. A segurança era grande, não entravam veículos. E nada do touro, mas, quem lembrava como se falava touro em inglês?? O jogo de mímicas foi cômico. Me sugeitei a fazer 2 chifres, com os dedos em riste na cabeça até me ajudarem: Bull! Oh, yeah, Bull!! Aí perguntei pra 2 pessoas e cada uma disse que era pra uma direção, maravilha. Por fim encontramos O TOURO. Pegamos uma fila pra tirar as devidas fotos e passar a mão aqui, lá e acolá que garantem os especialistas (hehe) trazer sorte. Sorte eu não sei, mas vergonha, muita!!rs

Lá fomos nós, agora no caminho inverso, para Chinatown e Little Italy. Os caminhos, ah...os caminhos são um show a parte. Pra onde você olha há beleza, grandes prédios, carrinhos de comidas, cores, pessoas, chinelo estilo Ryder COM meia, poluição visual, informação e.....Starbucks!!rs Paramos em uma lojinha que vendia roupas de times de basquete e futebol americano e encontrei uma das melhores compras que fiz, um chinelo da Adidas com a palmilha almofadada num estilo travesseiro da NASA, manja (jargão velho pra burro, ok!)??!! Mesmo na promoção ele me parecia caro pra um chinelo, $19,00, quem me conhece sabe que faço o estilo mão de vaca, mas como o chinelo que eu tinha andado por horas acabou com meu pezinho 37, me vi obrigada a comprá-lo, que delícia! Eu andava em nuvens! ps: Depois que a minha cunhada (que o amou ao experimentá-lo) encontrou-o no outlet, em Orlando, por $49,00 eu tive certeza que tinha feito o correto!


Continuando....fomos obrigados pelo cansaço a sentar. Paramos no que parecia ser um Centro Jurídico, 2 ou 3 construções enormes, no mesmo estilo, um dizia: United States Court House e o outro The True Administration of Justice is The Firmest Pillar of Good Government. Cinco minutos para descanço estava de bom tamanho e, enfim, chegamos.

Chinatown é um mercadão Chinês.


Bugigangas, falsificações, comidas expostas gerando nojo absurdo (imagina patos laqueados pendurados na janela...urght), cheiro nada agradável, vendedores monossilábicos insistentes que me davam até medo de questionar qualquer coisa, enfim, uma bagunça generalizada.


Eu não sabia muito bem como encontraria Little Italy, mas quando você sai daquela zona e chega na tranquilidade, simplesmente sabe que chegou. Que lindo, lindo de babar. Os restaurantes lado a lado, um mais fofo que o outro. Adoramos.


Da próxima vez (!!!), com mais tempo (nos dois sentidos), comeremos lá.

O sol que tarda a ir embora engana, mas voltamos pra sweet home (sem nos perder, ufa!) umas 21h. Comemos perto de casa mesmo, pizza (por pura falta de opção e cansaço). Infelizmente esqueci a minha máquina, mas aquele pedaço de pizza merecia uma foto. Tamanho descomunal como tudo, aproximadamente 1/4 de uma pizza de 8 pedaços. E lá se foi nosso primeiro dia. A gente até queria ver um pouco de TV pra darmos umas risadas e tal, mas não conseguimos ligá-la, o jeito foi dormir.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Quando o seu filho inicia sua vida profissional...

Gabriel já demonstrava vontade de começar a trabalhar para ter o seu próprio dinheirinho desde os 14 anos.
Para a gente que sabe que depois que se começa a trabalhar não para nunca mais, não é fácil não sentir um aperto no coração. Porque ele não terá mais as tardes livres e porque este é mais um degrau a te mostrar que seu filho cresceu. Por outro lado (e o principal, claro) sinto um orgulho tremendo, gigante, ENORME pela iniciativa, pela força de vontade do meu eterno menino.
É fato que nunca pude (e nunca quis, por acreditar em um determinado modelo de educação) dar tudo o que a vontade dele dizia ser necessidade, e que isso o motivou a sair em busca das possibilidades que o fizessem ganhar um din din.
Eu comecei a trabalhar tarde, fato, e ao longo da vida vi meus amigos que começaram a trabalhar mais cedo muito mais amadurecidos, centrados e responsáveis. Por isso nem cogitei a idéia de bloqueá-lo nesta vontade, muito pelo contrário, dei força total.


Pensamos em menor aprendiz, porém é só a partir dos 16 anos. Trabalhar em Buffet infantil não vingou.
Eis que a mãe de uma amiga da escola dele tinha uma vaga para meio período em aberto e, sem pestanejar, lá se foi ele, meu menino.
Hoje faz uma semana que ele começou e me conta, com os olhos brilhando, sobre seus dias de trabalho.

suspiros emocionados....

Pensei muito no que dizer a ele, afinal, agora é hora de ensiná-lo como tratar o mundo coorporativo.
E eu o disse para aproveitar cada momento vago para aprender mais e mais. Mesmo que ele ache que aquilo não servirá de nada pois, eu sei que tudo, em algum momento da vida, pode ser útil. Então, questionar, questionar e questionar sem medo de ser feliz!!
Falei também sobre a fidelidade a seus colegas. O que acontece no local de trabalho, FICA no local de trabalho. A gente sabe que as vezes um "causo' contado pode virar, desnecessariamente, uma bola de neve de fofoca.
Que agora ele (mais do que nunca) deverá prestar atenção nas aulas dadas em classe, pois seu tempo de estudo diminuiu.
E o que mais frisei, porque essa geração X, Y, Z não é fácil, é que NÃO perca tempo (e se prejudique) com a internet e Facebook. A gente sabe o mal que isto pode causar pois, qual é o chefe que não sabe sobre o click de minimizar a tela quando ele chega perto, não é?!

Na verdade ainda estou meio perdida, assimilando esta nova fase pra nós.

Minha mãe está sofrendo, acho que mais que eu, pois o pentelhinho querido dela, de todas as tardes, não mais estará lá. Mas prometi que ele pode dormir na casa dela (que já é frequente) sempre que estiverem com saudade um do outro.

É estranho pegar o celular e procurar o telefone do trabalho do seu filho, é diferente, engraçado, talvez assustador. Os anos passam e só as mães que não crescem, fui obrigada a abrir os olhos e enchergar que, ao invés de dar trabalho, meu filho agora é um trabalhador.

Boa sorte, filho lindo, nessa nova jornada. Sei que você tem uma caminho brilhante e cheio de sucesso pela frente.

Deus te abençoe sempre!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Bolo da Vovó - hummmmmm

Com início na semana passada ja é o maior sucesso!!
Feliz demais por mamãe, cozinheira de mão cheia, nesse seu mais novo empreendimento!!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Férias - Esquentando os tamborins

A cada ano que meus cunhados falavam, com brilho nos olhos, sobre a viagem à Disney, nossa vontade aumentava e, particularmente, meu sonho adolescente de fazer parte (mesmo que por alguns instantes) do Clube do Mickey, também!!


Sim, porque quando eu tinha 14 anos cansei de ver minhas coleguinhas debutantes se mandarem pra lá.
O sonho só aumentava e, quando em janeiro eles disseram que possivelmente iriam novamente, marido falou pra mim todo contente, que dessa vez talvez poderíamos ir. Cautelosa que sou, o papo ia rolando e eu com os pés atrás. Sim, porque detesto planejar, sonhar acordada e depois ter que retroceder. Sou péssima nessa "brincadeira". rs
A turma era grande, 10 adultos, 2 adolescentes, 3 crianças e 2 bebês.


O sonho foi se tornando real com o passar do tempo. Emails, cotações, idéias, extresses. Cifrões, cifrões e mais cifrões. Óh Céus!

E a todo tempo eu perguntava pro marido temendo uma resposta negativa: E aí, vai mesmo dar pra irmos? E tudo foi se ajeitando positivamente.
Cada centavo economizado, cada não dado às baladas mais caras valeu! A viagem ia sair!
E, como um colega de trabalho fez NY à Orlando no início do ano, me veio a idéia: Porque não aproveitar a ida aos EUA para fazer o mesmo? Afinal, só Deus sabe quando e se voltaremos um dia. Saber enchergar as oportunidades (e se apertar aqui e ali) é fundamental. Cotações e mais contatos...Yes, there we GO!!
Esperamos o passaporte do filhote para solicitar nossos vistos americanos (tensão antes e durante, chá de cadeira e eles disseram sim para a Família Buscapé na terra do Tio Sam), e vistos em mãos (e sem erros) para comprar as passagens e todo o restante. Socorro, a viagem tomava forma. Misto de alegria e apreensão, que loucura. Com a trupe que iríamos alguns itens tiveram que ser em dobro.
Passagens compradas – OK (http://www.gabrielliviagens.com.br/ - Luciano)

Aluguel das casas – OK (http://www.casanadisney.com.br/ - Luciele)

Aluguel dos Carros – OK (http://www.lcc-senator.com/pt/index.php - Cida)
Ingresso dos Parques – OK (http://www.loveorlandotickets.com.br/origem - Raphael)

Antes de tudo fechado (ansiosa eu? Claro que não!rs) eu tive uma anjinha que me ajudou (e me aguentou) com muitos emails, perguntas, mapas, dúvidas e dicas preciosas para os nossos 2 destinos, a Nina. Ela viajava junto comigo no planejamento, nos detalhes, que delícia.
A internet também, nem se fala. Através de blogs (Mãos de Vaca NY em 1 dia NY in two days NY links e posts), por exemplo, fiz a programação da nossa “maratona” em NY. Sim, 1 dia e 1/2 naquela mega cidade cheia de pontos turísticos além de ser loucura é uma prova de marcha atlética sem água pra beber.
Posso dizer que o Google me salvou. Sim, porque quem conhece NY sabe que o metrô de lá para inexperientes é um labirinto sem fim. E como precisávamos economizar $$ a todo custo, ao invés dos ônibus turísticos facilitadores de vida, optamos pelo bom e velho (!!!) metrô. No Google Maps eu fiz um MAPA com meus pontos de interesse. O próximo passo foi colocar o local da partida, do destino, trajeto via transporte público e ele me dava detalhes das estações, quantidade de paradas, tempo estimado. Eu já disse e repito:

Os dias se aproximando e as quartas de finais da libertadores  também. E, quando soubemos que o campeonato atrasaria em 2 semanas já com a viagem fechada, deu aquele aperto no coração. Malditos amistosos da seleção, mal-di-tos!! Pra maioria isso não mudaria NADA, mas pra nós sim, e muito. Fomos em TODOS os jogos da Libertadores no Pacaembú e ultimamente temos acompanhado, pelo menos uma vez por ano, o Corinthians fora do estado. Nem me lembro qual foi a última final de campeonato em que eu não estive presente. O marido então, acho que ele vai a finais de campeonato bem antes de falar Mamã.

Então, na semi final contra o Santos no Pacaembú eu chorei. Primeiro ao ver o estádio de longe e depois ao vê-lo lotado e ilumidado, os fogos e seu barulho peculiar. Aquela seria a minha final particular. Sentimento de que o Corinthians passaria daquele jogo mesmo antes do início e iria à final. A tão esperada final e eu não estaria lá pra ver. O motivo era maravilhoso, inadiável e, mesmo dolorido, eu acredito que nada é por acaso: NADA!
Final de jogo, Timão ineditamente classificado, me despedi em mente do meu time do coração, foquei cada jogador e os desejei boa sorte. Sim, fiz isso em silêncio.
Contagem regressiva para os 2 eventos...
A primeira final seria um dia antes da nossa viagem, nem pra Bombonera pudemos sonhar ir, afinal, vai que um vôo atrasa ou algum imprevisto acontece??!! No way!!
27/07 - Primeira Final - Já antes do início do jogo coloquei a caixa de som na sacada e o Hino do Timão em (bem) alto e bom som afinal, era a minha despedida daquela festa sem precedentes que o país veria e sentiria de perto, não eu.
Coringão heroicamente empatou nos minutos finais. Gritei e vuvuzelei e assobiei que nem maluca na sacada, dividindo a minha alegria com os vizinhos e, pelo eco que fazia, com o pessoal do Japão também.
28/7 – Rumo à NYC - Trabalhei que nem gente grande até o horário do almoço e depois, dá-lhe correria. Cheguei em casa, fechei as malas e lá fui eu, com 3 malas pretas grandes pelo elevador. Risadinhas paralelas e olhares estranhos por conta do caso do Yoki. Aff. Corre pra mamãe, deixa as malas. Vai até o Centro da Cidade resolver pepinos empipinados. Volta pra casa pra banho e colocar no peito a nossa camisa do Timão. Casa da mamãe pra pegar filhote e malas. Bora pro aeroporto. Ufa, deu tempo!

Já no aeroporto, muitos corinthianos retornando de Buenos Aires e por pouco não encontramos os jogadores do Corinthians, que pena!!

Já prontos para o embarque. NYC, prepare-se, aí vamos nós!