quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Drogas?!?!?!

Depois que fiquei sem TV a cabo em casa ($$ tava curto e as brigas constantes com a Net) tive que me virar pra arranjar diversão nas noites. Ok, sei que o melhor é desligar a TV, ler um bom livro, colocar pendências em ordem etc e tal, mas essa hora ainda não chegou.

CSI é sagrado lá em casa das 21:20 às 22:15h, nos intervalos, novela. E após tudo isso, é dar um giro pelos canais abertos. E que maratona achar alguma coisa que preste.
Descobri o programa A LIGA na Band há um tempo, às terças-feira e gosto muito. Ele é bem dinâmico e os temas são atuais e interessantes. Ontem o programa foi sobre os mais diferentes tipos de drogas, seus males, perigos e afins.
Cheguei à conclusão que:
Muito mais gente do que eu imagino usa drogas;
Que os usuários que mostraram seus rostos: 1) são realmente malucos, 2) não estão nem aí se o chefe vai ver, o que ele vai dizer e pior, o que ele irá fazer, ou 3) são ricos, funcionários liberais, públicos e/ou seus próprios chefes, 4) não teem família ou que todos são loucos (pq sinceramente, se meu filho aparece na TV fazendo apologia às drogas, não sei nem do que sou capaz);
Que o crack realmente veio pra destruir pessoas, famílias, dignidade e etc.
Como eu disse achei o programa interessante mas ao término do mesmo, lá pras 23h e tanto fiquei pensando se, quem viu, ficou amedrontado com todos os malefícios que as drogas causam ou se estavam morrendo de vontade de usar/experimentar.
Para quem já tem maturidade suficiente e dissernimento, ok, mas algum jovem curioso (embora tenha muita gente se tornando viciado depois de velho), em busca de coisas novas (que há muito já deveria estar na cama) pode e, provavelmente sentirá vontade de experimentar algo que, todos os usuários ativos que participaram do programa, disseram ser tão bom/atual/bacana e etc. Digo ativos porque também tiveram depoimentos dos que chegaram ao fundo do poço e hoje estão bem, mas bem em menor número, é fato.
Será que só eu vi e pensei desta maneira?
Agradeço a Deus pela vida do meu irmão que há 16 anos está livre das drogas (curado, não! O cuidado é permanente e até seu último dia de vida! É necessário humildade para reconhecer que a droga é mais forte e vigiar é necessário). Não foi fácil, muito pelo contrário, mas a insistência/busca pelo conhecimento/amor de meus pais surtiu efeito (e tem surtido em tantas vidas que ainda hoje eles tentam ajudar no grupo de familiares que frequentam).
O lado bom é que hoje posso falar abertamente com meu filho de quase 14 anos sobre a dureza que é sair dessa vida "quase" sem volta. Entrar nessa, infelizmente, é muito fácil. Nos dias em que a inversão de valores é explícita é muito difícil educar, mas não desisto nunca, lembra?! E mais: "O exemplo não é a melhor maneira de educar, é a única."
Para quem conhece alguma família que precisa de ajuda: http://www.amorexigente.org.br/

Que Deus nos abençoe e nos ensine a criar nossas crianças.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Corinthians! por meu irmão querido, Lelo.


Sabe o que eu me lembro?

Me lembro de ir junto com o meu pai na casa de seus amigos (Fernando e Foia) e junto com meu tio Luizinho para um estranho ritual: sofrer assistindo os jogos do Corinthians...

...era muito engraçado ver todos sofrendo, xingando e tudo mais: não entendia direito.

Lembro que tinha um cabeludo estranho no time: seu nome era Biro-Biro. Desde o começo comecei a ver que ele era um jogador diferente dos outros... corria muito, dava bons passes e errava um bocado de vezes...

...mas ele não desistia. Meu pai falava a plenos pulmões: "esse sim é jogador do Corinthians!"

Pensava: "Ué, ele não poderia ser jogador de qualquer clube? O que diferenciava ele?". E olha que eu curtia mais o Zenon jogando...

Não entendia direito essa coisa de garra e tudo mais. Até aí tudo bem, não sabia direito das coisas. E aquele time mágico do começo dos anos 80 era assim: tinhoso, marrento, mas que não desistia nunca.

Vieram os títulos de 82 e 83 e eu fiquei muito contente, mais pela felicidade do meu pai, do meu tio e de seus amigos do que por mim mesmo. Usava a camisa preta do Corinthians sempre que jogava bola e, sinceramente, pouca gente usava camisas de clubes naquela época. Na verdade eu não percebia direito isso, era normal para mim.

Tudo mudou para mim quando fui "ao Campo" (meu pai fala assim): entrei no estádio a primeira vez (Pacaembu), vi as bandeiras e senti o grito da torcida: foi uma coisa única, única mesmo. Uma interminável quantidade de coisas evaporou da minha cabeça e passei a fazer parte daquilo, fazer parte do Corinthians. O ápice disso tudo foi o Campeonato Brasileiro de 1990.

Posso falar que me tornei um torcedor de verdade: me tornei corinthiano, já que todo corinthiano é fanático.

De lá pra cá atravessei diversos estados de espírito em minha vida, muita coisa aconteceu. Mas uma coisa não mudou do dia que fui "ao Campo": aqui é Corinthians, porra!!!

Não vou discorrer muito sobre o assunto: só quem é sabe.

Ontem fui ao Anhangabaú para fazer parte deste breve momento: 100 anos... foi bacana, mas era um espetáculo esperado. Mas hoje, ao chegar aqui na Empresa e cumprimentar o motoboy Luciano eu realmente fiquei emocionado. Eu o admiro como corinthiano encardido que ele é e ele (13 anos mais novo do que eu) me admira pelo corinthiano que eu sou.
Nada a ver com títulos, resultados e demais: é o lance da torcida, de usar camisa no dia depois que perde, de gritar até perder a voz quando o time está na lama, de literalmente desconsiderar acompanhantes de outros times, já que não existe outra torcida: só a do Corinthians.

Estou prestes a me tornar pai e espero que o nenê venha com muita saúde e que ele (ou ela, tanto faz) possa desfrutar desta incrível maneira de ver o mundo e as coisas como um corinthiano as vê: um mundo inexplicável, que só dá para sentir...

Vai Corinthians, VAI, não para de lutar...

Corinthians, 100 - por Mauro Beting (palmeirense!!)


Um dos textos mais lindos que já vi! Se lê-lo 100 vezes, as 100 vezes me emocionarei. Que bom!! ;o)
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CORINTHIANS, 100.
por Mauro Beting em 27.ago.2010 às 12:13h
 
É na quarta-feira. Foi ontem. É hoje. Será sempre. O Corinthians não precisa de data para celebrar. Só precisa de Corinthians.
Pode parecer mesquinho para os outros, onanista, até. Mas isso é Corinthians para quem de fato importa – o corintiano. Basta existir.
O fiel não precisa de jogo, de estádio, de adversário, de futebol, de campeonato, de gol, de vitória, de título.
O corintiano só precisa do Corinthians para ser feliz.
Só precisa de outro corintiano para fazer festa. Ele se encontra pela rua e confraterniza como se visse um Luisinho, um Marcelinho, um Neco, um Neto, um Rivellino, um Sócrates, um Wladimir, um Cláudio, um Biro-Biro, um Zé Maria, um Basílio, um Gilmar, um Brandão, um ídolo. Um corintiano. Que não precisa ser craque, pode até ser bagre. Desde que saiba que a camisa não é um símbolo. É tudo. É Corinthians.
Não é um bando de loucos. É um corintiano. Definição precisa e perfeita. Completa e complexa. Mas simples como um torcedor que ama o time como ama a família. Se não torce de fato mais pelos 11 que jogam por todos que pelos entes queridos. Afinal, é tudo do ente. É tudo doente. É tudo Timão.
O Corinthians não é a vida de um corintiano.
Antes de ser gente ele é Corinthians.
Por isso tanta gente é Corinthians. Num Brasil imenso e injusto socialmente, o campeão dos campeões paulistas é dos maiores fatores de inclusão, justiça e igualdade no país.
Não por acaso é nação dentro deste continente. Tem regras complicadas, tem razões malucas, tem paixões regradas. Tem de tudo e tem para todos no Parque São Jorge. Na casa por usucampeão Pacaembu. No Morumbi tantas vezes palco das festas. No Maracanã campeão mundial em 2000. Nas tantas praças brasileiras que viraram casas corintianas em títulos e troféus. Até mesmo nas dores que não murcharam amores. Até mesmo nas vergonhas nos gramados e nos sem-vergonhas das tribunas e tribunais, o Corinthians sempre soube ganhar como raros, e até soube perder como poucos. Mesmo perdendo a cabeça e perdendo o juízo. Mas jamais perdendo o coração.
Doutor, eu não me engano, mesmo que meu coração seja o oposto do corintiano, não há nada que bata tanto e por tantos como esse que se diz maloqueiro e sofredor, graças a Deus!
Esse prazer de eventualmente sofrer é exclusividade alvinegra. Esse amor não se explica. É um presente. É um dom. É uma doação, mesmo quando mais parece uma danação. É sina que não se explica, que fascina até quem não é, até quem não gosta. Não sei explicar o Corinthians. Nem os corintianos conseguem.
Mas nada disso é preciso. O que importa é que sempre haverá no estádio e em cada canto um fiel. Um estado de espírito alvinegro. Um torcedor que acredita sem ter por que; que torce sem ter por quem; que joga sem ter com quem.
Listar os títulos corintianos não é fácil. Mais difícil é compreender um torcedor que até se orgulha dos fracassos. Até na segunda dos infernos. Em 2008, vi gente acreditando como sempre desde 1910. Vi fiel não abandonando. Não parando. Acreditando. Corintianando.
Fiel pode até ser rebaixado – mas não se rebaixa. Raros sabem perder e ganhar como nenhum outro jamais venceu.
Ainda mais raros (embora muitos) nasceram sabendo que quem ama não perde. Podem até ter times melhores. Mas mais amados?
Nestes 100 anos, não conheço igual.
Até porque quarta-feira não será um dia especial.
Desde 1º. de setembro de 1910, todos os dias são especiais.

          Todos são dias de Corinthians.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Eu e o Corinthians o Corinthians e Eu...juntinhos!!

Não me lembro a data exata da primeira vez que fui ao Estádio...na verdade, nunca liguei muito pra futebol. Nasci Corinthiana em uma família Corinthiana. Tá certo, com alguns poucos (bem poucos) desviados, ninguém é perfeito, né?! Rsrs
 

Só sei que estava no colegial (92/93/94)...era um daqueles jogos à tarde...no Morumbi. Nem me lembro quanto foi o jogo, desde aquele instante a torcida me fez parar no tempo e esquecer de tudo à minha volta: LOVE AT FIRST SIGHT. E aí o jeito foi não me segurar, e sim, me entregar.

O primeiro jogo que realmente lembro foi CORINTHIANS x VASCO, 1995, pela Copa do Brasil. Eu fazia cursinho à noite, cabulei!! Sozinha segui ao metrô Saúde, minha amiga não ia, mas me disse que uns doidos se encontravam lá todo jogo. Quando cheguei, sem conhecer ninguém, já fui superbem recebida. OBS: eu NÃO TINHA INGRESSO. Seguimos para o PACAEMBÚ. Chegando lá, óbvio que não tinha mais ingresso, tive que usar todo o meu charme e.......consegui entrar mesmo sem ingresso (ñ tinha catraca informatizada). Aquilo fervia e o Timão fez 5, emoção total.
Me perdi dos meus conhecidos, mas como desde o primeiro instante aquela torcida que me acolheu, NUNCA me amedrontou e sempre me respeitou como mulher, pra casa de busão eu voltei.
No metrô conheci um menino (com dentes,ok?!rs), namoramos e 1 ano mais tarde ele veio a ser o pai do meu filho. hahahah – sempre levei minhas loucuras muito a sério!!rs

Anos e jogos se passaram, até que eu descobri os Gaviões da Fiel (na vdd já tinha carteirinha desde 95), me encantei pela unidade, pela amizade que lá existia e pelo samba. É, o sangue que corre em minhas veias é de negona!! E dali nunca mais saí. Jogos, ensaios, desfiles....TUDO bom demais!!

 
Foi lá que conheci meu hoje marido. Sinceramente, gostando tanto de futebol e Corinthians (não necessariamente nesta ordem) como eu gosto, seria impossível ter casado com um torcedor de outro time, pois, ir ao estádio (onde eu AMO) com meu marido (quem eu AMO) NÃO TEM PREÇO. Sem contar quando meu filho vai também...aí a felicidade está completíssima.

Na minha Bagagem Centenária carrego muitas lembranças: Pacaembu nossa casa, Morumbi nosso salão de festas, Parque São Jorge nosso Xodó, Canindé, Maracanã e Beira Rio, Avenida Paulista, Centro da Cidade, rua lá de casa.

Para nós o mundo é pequeno comparado ao sentimento que NINGUÉM, se não nós, consegue descrever.

Eu gosto da festa do povo, onde não se leva em consideração onde a pessoa que está do seu lado vive, o importante é que ela, naquele momento, está na mesma sintonia que você, gritando CORINTHIANS. E essa festa sem rostos, sem RG é a mais gostosa porque é espontânea, natural.

Preciso de um parágrafo para as minhas fiéis escudeiras:
 
 
Mari, Re e Cecily. Esse quarteto não é mole, e cada momento juntas é especial demais. Principalmente a Mari que é minha amiga há 20 anos...e poder dividir mais estas emoções....sem palavras.
 
Nosso estádio, nossa tão esperada casa vai chegar. O marido disse que não vê a hora de ter $$ pra ficar em um camarote. Eu: Como?Camarote?Você vai sozinho, eu vou de arquibancada!
Não adianta, o tempo passou, a torcida mudou, mas não abro mão da minha arquibancada. Daquela energia que chega até a dar choque, daquela mão batida na hora do gol na outra de quem nem se conhece. É lá que posso extravasar minha ansiedade, só lá. De lá não saio, de lá ninguém me tira. E meu anjo marido que sempre entende minhas loucuras, sorri.

E é isso, e ontem eu tive o privilégio de fazer parte da maior festa que o MUNDO já viu neste sentido. No maior estilo Corinthiana Maloqueira e Sofredora (Graças a Deus) fui para o Anhagabaú de "busão" e metrô.
 
 
 
Poderei dizer ao meu(s) filho(s), meus netos: EU ESTAVA LÀ. Junto à multidão alucinada, gritando sem parar. A festa que ontem nos foi proporcionada para o CENTENÁRIO DO TODO PODEROSO SPORTE CLUBE CORINTHIANS foi uma festa sem precedentes, inimaginável à qualquer um. Pensando hoje parece que foi um sonho, sério mesmo. Mas como eu disse, só quem é sabe. Só quem é tem o presente de saber como é. É difícil de acreditar mas encontrei 4 pessoas que vieram de outros países para comemorar conosco. Sinto muito aos outros, ISSO É SÓ NO CORINTHIANS.

PARABÉNS àqueles que nos cederam o nosso nome, lá da Inglaterra;
PARABÉNS aos que à luz do lampião acreditaram (mas aposto que não tiveram noção do que viria a ser) que valia a pena algo do e para o povo;
PARABÉNS à cada jogador que vestiu o manto sagrado com todo o respeito que o TIMÃO e a FIEL merecem. PARABÉNS aos técnicos, preparadores, seguranças, gandulas, funcionários e etc;
PARABÉNS À MASSA, FIEL TORCIDA, NAÇÃO CORINTHIANA, que a sua voz jamais se cale; principalmente aos que estão fora de SP, que, mesmo sem poder frequentar os estádios com frequência, não permite q a chama se apague, amar com proximidade é fácil. PARABÉNS ao nosso eterno presidente Vicente Matheus, aquele q tratava o Timão como um filho e até $$ do seu próprio bolso tirava; PARABÉNS à Danúbia, corinthiana de carteirinha e que hoje, festeja lá do céu (e parabéns à todos os corinthianos lá de cima também).
PARABÉNS à Gaviões de Fiel, Pavilhão 9, Camisa 12, Coringão Chopp, Estopim e etc....que a união prevaleça sempre, afinal, a responsabilidade de vocês é cuidar do patrimônio maior, a vida e a dignidade do CORINTHIANS.
ps:  Eu continuo sendo a favor da Torcida Única!!

Em primeiro lugar agradeço a Deus por me fazer Corinthiana. Por ter me dado visão, audição e sentimento. Por me proporcionar esta alegria sem fim, esse AMOR de que posso falar com tanta propriedade: o CORINTHIANS faz parte da minha vida, é sangue do meu sangue, dia a dia, mesmo antes de eu nascer. O amor é mesmo brega, fazer o que?!
Agradeço à mamãe por (mesmo ser totalmente anti corinthiana) permitir (bem à contra gosto) por vários anos a minha ausência no almoço do dia das mães. Mas tb, porque quase todo ano a final tinha q ser exatamente neste domingo?!rs

Obrigada ao SPORT CLUBE CORINTHIANS PAULISTA que me acolheu com tanto zelo, mesmo às vezes tendo me deixado cair do berço (rsrsrs) é AMOR INCONDICIONAL.